Depois do quinto corte seguido da Selic, que chegou a 13,75% ao ano, muita gente com financiamento imobiliário perguntou se a prestação vai diminuir. A resposta é não — pelo menos não automaticamente.
A maior parte dos financiamentos habitacionais usa recursos da poupança ou do FGTS, com saldo corrigido pela TR. A taxa de juros do contrato é fixada na assinatura e não acompanha a Selic. Por isso, o corte não altera contratos já firmados.
O crédito, porém, segue crescendo: no primeiro semestre de 2026 foram concedidos R$ 180,9 bilhões em financiamentos imobiliários, alta de 23% sobre o mesmo período de 2025.
O que dá para fazer
Especialistas ouvidos pela InfoMoney recomendam três passos: tentar renegociar a taxa com o banco atual, simular propostas em instituições concorrentes e, só então, decidir pela portabilidade. Na comparação, o número que importa é o Custo Efetivo Total (CET), que inclui seguros, tarifas e encargos.
Para quem ainda vai comprar, esperar quedas maiores pode sair caro: se os juros caírem, a demanda aumenta e os preços dos imóveis tendem a subir junto.
