A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) avalia que os juros dos financiamentos para imóveis acima de R$ 600 mil devem continuar próximos do teto de 12% ao ano em 2027.
A previsão parte da expectativa de que a Selic termine 2026 em torno de 13,25%, o que impediria uma queda estrutural das taxas habitacionais. O diretor executivo da entidade, Filipe Pontual, afirmou que, se os juros longos seguirem acima desse nível na virada do ano, a operação nesse segmento ficará complicada.
Os bancos têm combinado diferentes fontes de recursos — poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e outros instrumentos — para manter as taxas perto do limite. A poupança, porém, perdeu R$ 31,5 bilhões entre janeiro e abril.
Efeito no bolso
Para famílias de renda média e alta, a consequência é a exigência de entrada maior e um percentual financiado menor. Já o crédito com FGTS, usado no Minha Casa, Minha Vida, tem projeção de crescer 35% no ano, mostrando que o mercado está cada vez mais dividido entre o segmento subsidiado e o de mercado.
