O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), da FGV, que mede o valor efetivamente pago em contratos, subiu apenas 0,10% em junho, desacelerando em relação a maio (0,33%). Em 12 meses, o índice passou de 5,42% para 4,46%.
São Paulo puxou a desaceleração, com queda de 0,19% — a primeira retração após 12 meses seguidos de alta. No Rio de Janeiro, a variação foi de 0,35% (5,87% em 12 meses). Belo Horizonte desacelerou de 0,64% para 0,34%, com 7,07% em 12 meses, e Porto Alegre subiu 0,33%, com 3,06% no acumulado.
O economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, explicou que os juros em patamar restritivo limitam a capacidade de os proprietários repassarem aumentos. A moderação do IPCA e do IGP-M também reduz o piso dos reajustes contratuais.
Diferença entre índices
O IVAR mede aluguéis já contratados; o FipeZap mede preços de anúncios de novos contratos. Por isso, é comum o aluguel anunciado subir bem mais que o aluguel pago por quem já está no imóvel.
