As instituições financeiras esperam ser mais restritivas na concessão de crédito imobiliário a partir do terceiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito do Banco Central, feita com as sete principais instituições entre 13 e 31 de julho.
Os motivos são a menor tolerância ao risco e o receio de aumento da inadimplência. O indicador de tolerância ao risco deve passar de -0,14 para -0,43, e o de inadimplência, de -0,14 para -0,57 — tornando-se o principal fator de pressão sobre a oferta. A disponibilidade de funding deve sair de positiva (+0,29) para neutra.
A demanda por crédito, por outro lado, segue aquecida.
O que muda para o comprador
Na prática, a análise de crédito fica mais rigorosa: os bancos tendem a olhar com mais atenção o comprometimento de renda, o histórico de pagamentos e a estabilidade do emprego. Organizar documentos, reduzir dívidas antes de pedir o financiamento e ter uma entrada maior aumentam as chances de aprovação.
