Belo Horizonte vendeu 6.672 imóveis no primeiro trimestre de 2026, queda de 9,8% em relação às 7.397 unidades do mesmo período de 2025, segundo o Data Secovi da CMI/Secovi-MG.
O presidente da entidade, Leirson Cunha, citou o calendário eleitoral, a Copa do Mundo e as incertezas externas como fatores que aumentaram a cautela do consumidor. A expectativa do setor é de recuperação com a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, lançada em abril para famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, e com uma possível queda dos juros até o fim do ano.
O valor médio dos imóveis residenciais negociados foi de R$ 689,9 mil, alta de 4% sobre 2025. As vendas de apartamentos caíram 9,3%, mas os segmentos mais caros cresceram: alto padrão (10,6%), luxo (11,6%) e superluxo (31,8%). A região Centro-Sul respondeu por 25,1% dos negócios, com Buritis, Lourdes e Santo Agostinho liderando em volume.
