Uma análise publicada pelo colunista Duda Herriot, da CNN Brasil, aponta um desencontro no mercado imobiliário do Rio de Janeiro: os bairros mais antigos estão envelhecendo, mas a construção de imóveis novos acontece principalmente nas áreas de expansão.
Entre 2010 e 2022, segundo os dados citados, o Leblon perdeu cerca de 18% dos domicílios e o Méier, cerca de 20%, enquanto Guaratiba cresceu cerca de 70% e a Barra da Tijuca, 67%. No mesmo período, o número de pessoas por domicílio caiu 13,5% na cidade.
Mais de um terço da população do Leblon e do Méier tem 60 anos ou mais. E os imóveis desses bairros são antigos: segundo a plataforma Bel Radar, 72% dos apartamentos do Leblon foram construídos antes de 1980; no Méier, 52%; na Barra, apenas 10%.
Oportunidade
Na avaliação do colunista, falta oferta de produtos pensados para o público idoso nos bairros consolidados — unidades menores, com serviços, comércio e acesso a saúde por perto. É um nicho que pode atrair retrofits e incorporadoras nos próximos anos.
