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Imóveis anunciados em Balneário Camboriú ficam 10% mais caros e 7,3% menores em um ano

Levantamento da Loft com 90,8 mil anúncios mostra preço médio de R$ 2,78 milhões no terceiro trimestre de 2026. O bairro dos Estados teve a maior alta, de 44,3%.

O preço médio dos imóveis anunciados em Balneário Camboriú subiu 10% em um ano e chegou a R$ 2,78 milhões no terceiro trimestre de 2026, contra R$ 2,53 milhões no mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, a área média dos imóveis anunciados caiu 7,3%, de 159,1 metros quadrados para 147,5 metros quadrados. Os dados são de um levantamento da Loft divulgado pelo ND+ em 19 de outubro, que analisou cerca de 90,8 mil anúncios de casas e apartamentos nos principais portais imobiliários.

Em outras palavras, quem procura imóvel na cidade está pagando mais por menos espaço. A combinação de alta de preço com redução de área indica que o valor do metro quadrado anunciado subiu acima dos 10% registrados no preço médio.

Alta em oito de nove bairros

O levantamento analisou nove bairros, e o preço médio subiu em oito deles. As maiores variações foram:

  • Estados: alta de 44,3%, com preço médio de R$ 1,92 milhão
  • Ariribá: alta de 13,6%
  • Barra: alta de 11,6%
  • Centro: alta de 10,8%, com preço médio de quase R$ 3 milhões, o mais alto da cidade

O bairro Pioneiros aparece com o segundo maior preço médio, de R$ 2,91 milhões. Na outra ponta, os menores valores médios estão em Vila Real (R$ 836 mil), Municípios (R$ 896 mil) e Nações (R$ 1,04 milhão), bairros que concentram as opções de entrada para quem quer morar ou investir na cidade.

Praia dos Amores foi a exceção

A única queda foi registrada na Praia dos Amores, onde o preço médio anunciado recuou 19,1%, para R$ 1,81 milhão. O recuo, porém, não significa desvalorização. A área média dos imóveis anunciados no bairro caiu 25,5%, para 130 metros quadrados, e o preço por metro quadrado subiu 10,7%. Segundo a Loft, o movimento indica uma mudança no perfil dos imóveis colocados à venda, com unidades menores entrando no mercado.

A reportagem ressalta um cuidado importante na leitura dos dados: como o estudo compara anúncios publicados em dois períodos diferentes, a redução de metragem não quer dizer que os mesmos imóveis encolheram. O que mudou foi a composição da oferta, com mais unidades compactas disponíveis.

O que os números dizem para o corretor

Para quem trabalha com vendas na cidade, o levantamento confirma uma tendência que já aparece nos lançamentos: plantas menores, com preço total ainda elevado. Isso muda o discurso de venda. Em vez de apresentar apenas o preço total, o corretor precisa mostrar o valor do metro quadrado, a localização em relação à orla e a liquidez de cada bairro, já que a diferença entre o Centro e bairros como Vila Real passa de R$ 2 milhões no preço médio.

Para o comprador que busca o primeiro imóvel na cidade ou quer investir com menos capital, bairros como Nações, Municípios e Vila Real seguem como portas de entrada, com preços médios próximos ou abaixo de R$ 1 milhão. Já a alta de 44,3% no bairro dos Estados chama atenção para regiões que vinham sendo menos procuradas e passaram a receber unidades de maior valor.

Para o investidor que pensa em revenda, a redução da área média também traz uma questão: unidades menores costumam ter público mais amplo e giro mais rápido, mas competem com uma oferta crescente do mesmo perfil.

Balneário Camboriú no contexto do litoral norte

O levantamento chega num momento em que outras cidades do litoral norte catarinense ganham espaço nas vendas. Segundo dados da plataforma DWV divulgados pelo ND+ em 21 de outubro, de janeiro a agosto de 2026 Itajaí vendeu R$ 3,11 bilhões em imóveis, à frente de Itapema (R$ 2,43 bilhões), Porto Belo (R$ 2,35 bilhões) e Balneário Camboriú (R$ 1,71 bilhão). Os números mostram que, apesar de manter os preços mais altos da região, Balneário Camboriú divide cada vez mais a demanda com os municípios vizinhos.

O que observar

  • Se a tendência de redução de área média se mantém nos próximos levantamentos trimestrais.
  • O comportamento do preço por metro quadrado na Praia dos Amores, que subiu mesmo com a queda do preço total.
  • A evolução de bairros de entrada, como Nações, Municípios e Vila Real.
  • A disputa de vendas com Itajaí, Itapema e Porto Belo no fechamento de 2026.

Fonte: ND+

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