A Caixa Econômica Federal endureceu os critérios do Minha Casa, Minha Vida e reduziu a parcela de pró-soluto permitida após a entrega das chaves de 10% para 5% no Rio de Janeiro e para 7% nas demais praças.
Segundo analistas, a mudança deve reduzir em 1,2 ponto percentual a margem das novas vendas da Tenda em relação ao segundo trimestre. Os compradores com renda informal, que representavam de 20% a 30% da base da empresa, devem cair para cerca de 10% com as novas exigências. A expectativa é de aumento de distratos no próximo balanço.
A greve da Caixa, que durou quase um mês e terminou em 30 de setembro, também atrasou operações e contribuiu para a queda de 18% das ações da Tenda em setembro. Além disso, os projetos Città Vila Prudente e Guarapiranga, do programa municipal Pode Entrar, geraram um débito de R$ 170,8 milhões por atrasos, multas e correções.
Mesmo com os riscos, XP, Itaú BBA e BTG mantiveram recomendação de compra para as ações.
Efeito para o comprador
Regras mais rígidas significam que parte dos clientes vai precisar de entrada maior ou de renda comprovada para conseguir o financiamento. Corretores que trabalham com o programa devem fazer a pré-análise de crédito antes de avançar na negociação.
