O CEO da Hedge Investments, André Freitas, alertou para a possibilidade de uma crise de crédito no mercado imobiliário brasileiro se os juros continuarem elevados por muito tempo.
Segundo ele, as dívidas crescem entre 15% e 17% ao ano, enquanto preços de imóveis e aluguéis não acompanham no mesmo ritmo. Se o descompasso persistir, a tendência é de mais inadimplência, mais provisões nos bancos e menos oferta de crédito.
Freitas citou o desempenho dos investimentos: o CDI acumulava 8,14% até julho, contra apenas 1,14% do IFIX, índice de fundos imobiliários. Os fundos de tijolo recuavam 3,91%, enquanto os de papel subiam 4,71%. A base de investidores em FIIs, que tinha menos de 90 mil pessoas há dez anos, passou de 3 milhões. Ele também observou o peso crescente do mercado de capitais no financiamento do setor, com CRIs operando a 16% e 17% ao ano, e sugeriu elevar a meta de inflação para 4,5%.
Contexto
A avaliação é uma opinião de mercado, não um consenso. Mas ela reforça o que outras pesquisas mostram: bancos mais seletivos, aumento de provisões e cautela com o crédito pós-chaves no segmento econômico.
