O mercado imobiliário de São Paulo bate recordes, mas a classe média está ficando sem opções. Segundo a Brain Inteligência Estratégica, os imóveis de médio padrão foram apenas 12,7% dos lançamentos na capital no último trimestre, contra 32,8% em 2021.
Nos últimos 12 meses, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 62,6% das unidades vendidas e 61,8% dos lançamentos. Mais de 150 mil apartamentos foram vendidos no período — uma média de 410 por dia, alta de 13% —, e 165 mil foram lançados, avanço de 24%.
Com a Selic em 14,25% na época, o poder de compra das famílias de renda média caiu. Um imóvel de médio padrão leva em média 16 meses para ser vendido, contra 7 meses dos econômicos. Dos 113 mil apartamentos novos à venda, só 6,9% são de médio padrão. Para o CEO da Brain, Fábio Tadeu Araújo, é o pior momento do segmento em 20 anos.
A saída pelo aluguel
Sem conseguir comprar, muitas famílias migram para a locação: o número de domicílios alugados no país subiu 55% entre 2016 e 2025, de 12,2 milhões para 18,9 milhões.
