O Banco Central baixou a Selic de 14,25% para 14% ao ano em 5 de agosto, no quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual.
Os dados de inflação ajudaram: o IPCA-15 de julho subiu apenas 0,06%, mas o acumulado de 12 meses, em 4,52%, ainda ficava acima do limite superior da meta (4,5%). No comunicado, o Copom apontou indefinição sobre os conflitos no Oriente Médio e sobre a política monetária nas economias avançadas, além de sinais de moderação gradual da atividade, que segue resiliente.
Leitura para o mercado imobiliário
Com a Selic em 14%, o custo de oportunidade de deixar dinheiro parado em imóvel continua alto, o que mantém o investidor de revenda mais cauteloso. Por outro lado, a sequência de cortes reforça a expectativa de que o crédito habitacional fique um pouco mais barato em 2027. Quem pretende comprar para morar e tem a entrada pronta não precisa esperar a Selic cair muito: o preço do imóvel e a negociação com o vendedor costumam pesar mais no custo final do que pequenas variações na taxa.
