O estoque de estúdios — apartamentos de até 30 metros quadrados — cresceu 71% em São Paulo nos 12 meses até junho de 2026, chegando a 10,9 mil unidades, segundo o Secovi-SP. O volume equivale a 12 meses de vendas; em junho de 2025, eram 5 meses.
Os compactos já representavam mais de 50% dos lançamentos da cidade em 2024, contra 22% uma década antes.
O presidente do Secovi-SP minimizou o risco, lembrando que 10 mil unidades são pouco para uma cidade de 12 milhões de habitantes, e afirmou que o estoque será vendido. Segundo a entidade, um nível preocupante só começaria acima de 24 meses de vendas, que é o prazo típico de construção. A incorporadora One Innovation, por exemplo, informou vendas de R$ 1,1 bilhão em 2026, contra R$ 700 milhões em lançamentos.
Desafio
A demanda esbarra na renda limitada das famílias e na dificuldade de financiamento. Para investidores que pensam em comprar estúdio para alugar, a concorrência maior pode pressionar aluguéis e prazo de locação.
