O boletim Focus de 22 de junho mostrou o mercado financeiro mais pessimista com a inflação e com o espaço para cortes de juros. A projeção do IPCA para 2026 subiu para 5,33%, acima do teto da meta, e a de 2027 foi para 4,15%.
Com isso, a estimativa para a Selic no fim do ano subiu de 13,75% para 14% ao ano. Para os anos seguintes, os analistas projetam 12% em 2027, 10,25% em 2028 e 10% em 2029. A alta dos alimentos pesou: o IPCA de maio foi de 0,58%.
O crescimento do PIB em 2026 foi estimado em 1,98%, e o dólar em R$ 5,20 no fim do ano.
Por que isso importa para o imóvel
A trajetória esperada da Selic orienta os juros de longo prazo, que por sua vez definem o custo de captação dos bancos. Se o mercado enxerga juros altos por mais tempo, as taxas de financiamento imobiliário tendem a cair devagar. Para incorporadoras, isso significa vendas mais concentradas em programas com juros subsidiados, como o Minha Casa, Minha Vida, e mais dificuldade no médio e alto padrão, que dependem do crédito de mercado.
