As concessões de home equity — empréstimo que usa o imóvel quitado como garantia — somaram R$ 6,67 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 30,9% sobre os R$ 5,1 bilhões do mesmo período de 2025, segundo a Abecip.
Junho registrou R$ 1,237 bilhão em contratos, o segundo melhor mês da série, atrás apenas de março (R$ 1,257 bilhão). A carteira total da modalidade atingiu R$ 34,1 bilhões, crescimento de 27% em 12 meses.
O empréstimo médio foi de R$ 267 mil, com prazo médio de 13 anos e LTV (relação entre valor emprestado e valor do imóvel) de 33%. A Abecip atribui parte da expansão ao Marco Legal das Garantias, de 2023, que simplificou a execução de garantias imobiliárias.
Cuidados
O home equity costuma ter juros bem menores que o crédito pessoal, mas o imóvel fica alienado ao banco até a quitação. Em caso de inadimplência, ele pode ser retomado. É uma alternativa para trocar dívidas caras por uma mais barata, não para financiar consumo sem planejamento.
