O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado em muitos contratos de aluguel, subiu 2,73% em abril, a maior variação mensal desde maio de 2021, segundo a FGV. Em março, o índice tinha marcado 0,52%.
Com isso, o acumulado em 12 meses voltou ao campo positivo, em 0,61%, interrompendo cinco meses seguidos de deflação nessa base de comparação. Na prática, contratos que vinham sendo reajustados para baixo — ou mantidos — voltam a ter reajuste.
A alta veio principalmente dos preços ao produtor (IPA), que subiram 3,49%. O diesel avançou 14,9% no mês, reflexo do conflito na região do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo. No consumidor, a gasolina subiu 6,29%. O custo da construção (INCC) avançou 1,04%.
Dica para inquilinos e proprietários
O índice de reajuste é definido no contrato, e nada impede que as partes negociem um percentual diferente. Em momentos de alta forte do IGP-M, muitos proprietários aceitam aplicar o IPCA ou um meio-termo para não perder um bom inquilino.
