O IGP-M registrou deflação de 0,50% em junho, a primeira desde fevereiro de 2026, segundo a FGV. O mercado esperava estabilidade (+0,03%, pelo Focus).
A queda veio de itens como café em grão (-9,69% nos preços ao produtor), óleo diesel (-6,18%) e etanol (-5,61% no consumidor). Mesmo com o recuo, o índice acumulava 3,16% em 12 meses e 3,27% no primeiro semestre.
O IGP-M é formado pelos preços ao produtor (IPA, com peso de 60%), ao consumidor (IPC, 30%) e pelo custo da construção (INCC, 10%). Por isso, oscila bastante com commodities e combustíveis.
Para contratos de aluguel
Quem tem contrato com aniversário em julho terá reajuste próximo de 3,16% se aplicar o índice cheio. A volatilidade do IGP-M em 2026 — alta forte em abril, quedas em seguida — é mais um argumento para combinar no contrato o uso do IPCA ou de um índice específico de aluguel.
