Os apartamentos entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões, típicos da classe média, representam hoje apenas 18,9% dos lançamentos e 24,1% das vendas nas capitais brasileiras, segundo a Brain Inteligência Estratégica, em dados publicados pela InfoMoney. Esse segmento já foi o maior do mercado, com mais da metade das unidades vendidas, e está em queda há quatro anos.
O principal motivo são os juros. Segundo a Abrainc, cada aumento de 1 ponto percentual na taxa tira a capacidade de compra de cerca de 1,3 milhão de pessoas. Com financiamentos de mercado entre 12% e 14% ao ano, muitas famílias ficaram de fora.
Incorporadoras como Trisul, Tecnisa, Even, Setin e Moura Dubeux reduziram ou abandonaram projetos nessa faixa. A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, com juros de 10% ao ano para imóveis de até R$ 600 mil, foi criada para atender parte desse público, mas as contratações avançam devagar.
Para o corretor
Quem tem imóveis usados nessa faixa de preço tem uma vantagem: há demanda e pouca oferta nova. O desafio é encontrar o comprador com crédito aprovado.
