As incorporadoras saíram em defesa do novo modelo de crédito imobiliário, iniciado de forma gradual em outubro de 2025 e com implementação integral prevista para janeiro de 2027. Os bancos, por sua vez, negociam com o Banco Central mudanças no limite de 12% ao ano para imóveis de até R$ 2,25 milhões, alegando que a Selic de 14% dificulta operar dentro do teto.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) defende que as condições atuais sejam mantidas. O setor lembra que as vendas para média e alta renda caíram 3,2% no primeiro semestre, para 112,5 mil unidades, enquanto o mercado de imóveis novos como um todo cresceu 5,4%, sustentado pelo Minha Casa, Minha Vida.
Entre janeiro e junho, o SBPE destinou R$ 67,2 bilhões à compra de imóveis (alta de 12%) e R$ 26,5 bilhões a obras (alta de 107%).
Como funciona a compensação
O desenho do modelo permite que os bancos liberem, para outras linhas de crédito com taxas livres, um valor equivalente ao que financiarem dentro do teto. É esse mecanismo que, segundo as incorporadoras, deveria compensar o limite de juros.
