O corte da Selic de 14% para 13,75% ao ano recebeu críticas de entidades empresariais e de trabalhadores, que consideraram a redução pequena diante da desaceleração da inflação.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) falou em excesso de prudência do Banco Central. A CUT avaliou o corte como importante, mas insuficiente, e a Força Sindical o classificou como muito tímido para a economia no último trimestre.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução, mas lembrou que a Selic continua elevada e segue limitando o crédito e os investimentos do setor. Na época, a inflação acumulada em 12 meses estava em 4,22%, e o juro real era estimado em cerca de 9% ao ano.
Por que o setor imobiliário se preocupa
Juro real alto encarece o financiamento de obras e de compradores, alonga o tempo de venda de imóveis de médio e alto padrão e favorece aplicações financeiras em relação ao investimento em tijolo. Por isso, construtoras e incorporadoras acompanham de perto cada sinal do Copom sobre o ritmo dos próximos cortes.
