O ministro das Cidades, Vladimir Lima, afirmou durante o Summit Abrainc, em São Paulo, que o crédito imobiliário no Brasil deve passar de 10% para 12% do PIB até dezembro de 2026, impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida.
Segundo ele, o programa soma 2,4 milhões de unidades contratadas, acima da meta inicial de 2 milhões, e deve chegar a 3 milhões até o fim do ano. O orçamento habitacional de 2026 é de cerca de R$ 200 bilhões, somando FGTS e Fundo Social do Pré-Sal.
O ministro citou ajustes feitos desde 2023, como prazos maiores de pagamento, taxas menores no Norte e no Nordeste e planos para elevar o teto dos imóveis. Ele também disse que o programa deve oferecer condições diferenciadas para empreendimentos com construção mais sustentável.
Contexto
O MCMV se tornou o principal motor do mercado imobiliário em 2026, respondendo por mais da metade dos lançamentos e das vendas de imóveis novos no país. Para incorporadoras, isso significa demanda garantida no segmento econômico; para o médio padrão, o desafio continua sendo o crédito caro.
