O novo modelo de crédito imobiliário, lançado em outubro de 2025 para reduzir a dependência da caderneta de poupança, deve viabilizar R$ 111 bilhões em financiamentos em 2027 — R$ 52,4 bilhões a mais do que o modelo antigo permitiria.
Para 2026, a Caixa estima crescimento de cerca de 10% em sua carteira, com aproximadamente R$ 250 bilhões em operações, e um orçamento de R$ 80 bilhões do SBPE, além de R$ 20 bilhões do Fundo Social. O Bradesco projeta alta de 15% a 20% nas novas contratações neste ano, mas considera cedo para estimar 2027. A Abecip indicou que revisaria para cima a previsão de 16% depois de o crédito crescer 23% no primeiro semestre.
O principal obstáculo é o juro: com a Selic em 14% ao ano, o teto de 12% definido para o novo modelo preocupa as instituições financeiras.
Demanda existe
O número de domicílios no país continua crescendo, o que sustenta a procura por moradia. A questão é o custo do dinheiro, que limita quantas famílias conseguem transformar essa necessidade em compra.
