São Paulo chegou a 90.607 imóveis residenciais novos disponíveis para venda em julho de 2026, o maior nível em 36 meses, segundo o Secovi-SP. O volume é 42,2% maior que o de julho de 2025 (63,7 mil) e 64,1% maior que o de julho de 2024 (55,2 mil).
Do total, 52.559 unidades (58%) estão enquadradas no Minha Casa, Minha Vida. Em julho, o programa respondeu por 83% das unidades lançadas na cidade (6.960 de 8.354).
A velocidade de vendas mostra a diferença entre os segmentos: o MCMV vendeu 13% da oferta no mês, contra 6% nos demais. O prazo estimado para escoar o estoque do programa é de 8 meses.
Unidades de 30 a 45 metros quadrados representam 52% da oferta, e apartamentos de dois quartos, 56%. A Zona Sul concentra o maior estoque (30.476 unidades); a Zona Leste lidera lançamentos e vendas; e o Centro tem a maior velocidade de vendas (14,5%).
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Estoque alto não é necessariamente problema quando as vendas acompanham. O ponto de atenção está nos segmentos fora do programa, que vendem mais devagar.
