O Copom reduziu a Selic de 14,5% para 14,25% ao ano em 17 de junho, no terceiro corte consecutivo. O comitê manteve o passo de 0,25 ponto percentual e voltou a citar as incertezas ligadas aos conflitos no Oriente Médio como um fator de cautela.
As expectativas de inflação continuam desconfortáveis: o boletim Focus da época apontava IPCA de 5,30% para 2026 e 4,10% para 2027, ambos acima do centro da meta de 3%. O Banco Central disse buscar a convergência da inflação para a meta no primeiro trimestre de 2028.
Impacto no mercado imobiliário
Cortes pequenos e espaçados reduzem pouco o custo do crédito habitacional, mas ajudam a melhorar o humor de compradores e incorporadoras. Com a Selic ainda acima de 14%, aplicações de renda fixa seguem competindo com a compra de imóvel para investimento, e as taxas de financiamento de mercado continuam na faixa de dois dígitos.
Para o comprador que precisa de financiamento, a recomendação continua a mesma: negociar com mais de uma instituição, usar o FGTS quando possível para reduzir o valor financiado e considerar a portabilidade no futuro, caso as taxas caiam de forma mais consistente.
