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InvestimentoJuros e Crédito

Tesouro Reserva disputa dinheiro com a poupança e pode encarecer o crédito imobiliário

Novo título público capta R$ 208 milhões em dois dias. Fontes alternativas já superam a poupança no funding do setor.

O Tesouro Reserva, novo título público voltado à reserva de emergência, captou R$ 208 milhões nos dois primeiros dias e entrou na disputa direta com a caderneta de poupança.

A poupança vem perdendo espaço há anos: a participação dela como destino dos recursos dos brasileiros caiu de 26% em 2022 para 22% em 2025, segundo a Anbima. Desde janeiro de 2021, a caderneta acumula saídas líquidas acima de R$ 200 bilhões, com apenas 15 meses de captação positiva em 64.

Enquanto isso, instrumentos alternativos — LCI, CRI e LIG — já representam 39% do funding imobiliário, acima dos 28% da poupança.

Por que isso afeta o comprador

Esses instrumentos pagam mais ao investidor do que a poupança, e esse custo maior tende a ser repassado aos juros do financiamento, especialmente para a classe média, que não tem acesso às linhas subsidiadas. Ainda assim, o setor projetava crescimento de 16% no crédito imobiliário em 2026.

Fonte: Portas

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