O uso do FGTS em consórcios imobiliários cresceu 39% em volume no primeiro semestre de 2026, movimentando R$ 215 milhões, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).
O número de trabalhadores que usaram o fundo passou de 1.981 para 2.329 (alta de 17,6%), e o valor médio usado por pessoa subiu 18%, de R$ 78,1 mil para R$ 92,3 mil. Cerca de 70% dos recursos — aproximadamente R$ 150 milhões — foram destinados à compra de imóveis prontos.
O consórcio imobiliário como um todo também cresceu: os participantes ativos chegaram a 3,23 milhões (alta de 35,1%) e os créditos comercializados somaram R$ 163,48 bilhões (alta de 38,4%). A carta de crédito média é de R$ 194,1 mil.
Atenção às regras
A advogada Silvana Simões Pessoa lembra que existem duas análises independentes: a contemplação no grupo do consórcio e a habilitação para usar o FGTS, que segue as regras do fundo (tempo de contribuição, não ter outro imóvel na região, entre outras). Ser contemplado não garante o saque automático.
